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Dor no joelho demanda mais precisão diagnóstica e olhar individualizado, alerta especialista

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • há 18 horas
  • 2 min de leitura
Homem sentado em consultório médico posa ao lado de computador em ambiente com decoração em madeira.
Entre os diagnósticos mais comuns estão artrose, condromalácia patelar, síndrome patelofemoral, tendinopatias e lesões de menisco. Foto: Divulgação.

Subir escadas, levantar da cadeira, fazer caminhadas curtas. Movimentos simples do cotidiano podem se tornar um desafio quando a dor no joelho aparece. Bastante comum nos consultórios, esse tipo de queixa costuma ter múltiplas causas e, muitas vezes, vai além da própria articulação. Segundo o fisioterapeuta Jorge Ivan Nogueira, diretor do Centro Vitta, entender a origem do problema é fundamental para garantir um tratamento adequado e evitar que o desconforto se torne crônico.


De acordo com o especialista, o joelho é uma região complexa do corpo humano, responsável por suportar grande parte do peso durante atividades do dia a dia e na prática esportiva. “O joelho está no meio de uma cadeia mecânica entre o quadril e o pé e recebe uma grande carga compressiva, muitas vezes associada a movimentos rotacionais. Isso faz com que diferentes estruturas possam ser afetadas”, explica ele. Entre os diagnósticos mais comuns estão artrose, condromalácia patelar, síndrome patelofemoral, tendinopatias e lesões de menisco.


O fisioterapeuta alerta que nem sempre a origem da dor está exatamente no joelho. “Esses diagnósticos podem ser consequência de algo que antecede o surgimento da dor. Problemas na coluna lombar, por exemplo, também podem gerar dor reflexa ou referida no joelho”, afirma. Por isso, segundo ele, uma avaliação que considere o paciente de forma global é essencial.


A dor também pode surgir por motivos diferentes, dependendo do estilo de vida. Pessoas que praticam atividades físicas podem apresentar dor relacionada a traumas ou movimentos de maior estresse na articulação, enquanto indivíduos sedentários costumam desenvolver desconfortos associados ao pouco uso da musculatura ou à permanência prolongada em posições como ficar muito tempo sentado.


Reconhecer sinais de alerta do corpo é essencial


Outro ponto importante é reconhecer os sinais de alerta. Para o fisioterapeuta, a própria dor já é um indicativo de que algo merece atenção. “Quando ela vem acompanhada de limitação de movimento ou dificuldade para realizar tarefas simples, como subir escadas, levantar da cadeira ou agachar, é fundamental procurar um fisioterapeuta ou médico especialista”, orienta. Nesse contexto, a fisioterapia desempenha um papel importante tanto no tratamento quanto na prevenção dos problemas no joelho.


Entre as recomendações para manter os joelhos saudáveis, uma das principais é manter o corpo em movimento. “Quanto menos tempo sentado ou parado, melhor. A prática de atividade física ajuda a manter o equilíbrio muscular e contribui para a saúde das cartilagens”, explica Jorge Ivan. Ele acrescenta ainda que cuidar da saúde da coluna lombar também pode ajudar a evitar dores na região dos joelhos.

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