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Secretaria Municipal de Saúde, INCA e AstraZeneca anunciam estudo inédito sobre rastreamento de câncer de pulmão no SUS

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    Redação
  • há 6 horas
  • 4 min de leitura

A iniciativa visa construir evidências científicas para estabelecer uma diretriz nacional para rastreio da doença


Homens posam com certificado ao lado de mesa de autoridades durante evento de lançamento de estudo sobre rastreamento de câncer de pulmão no SUS.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA), órgão auxiliar do Ministério da Saúde, anunciou em cerimônia realizada no Auditório do Hospital Municipal Souza Aguiar, no Rio de Janeiro, a condução de um estudo inédito que avaliará a viabilidade da implementação de um programa de rastreamento de câncer de pulmão no Sistema Único de Saúde (SUS). O estudo, em colaboração com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, financiado pela biofarmacêutica AstraZeneca, visa construir uma diretriz nacional para detecção precoce da doença, com o objetivo de reduzir a mortalidade.


O câncer de pulmão é a principal causa de morte por câncer no Brasil¹. De acordo com o Atlas de Mortalidade do INCA, em 2024 houve 32.465 óbitos decorrentes de câncer de brônquios e pulmão no Brasil. Esse número supera a soma das mortes por câncer de próstata (17.826) e de mama (20.849) no mesmo ano, os tipos de tumores mais incidentes na população brasileira¹.


As estimativas do INCA apontam que o Brasil terá cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano no triênio 2026–2028¹, consolidando a doença como um dos maiores desafios de saúde pública no País². A elevada taxa de mortalidade do câncer de pulmão está diretamente relacionada ao diagnóstico tardio: cerca de 84% dos casos são identificados em estágios avançados, o que se reflete em uma taxa de sobrevida em cinco anos de aproximadamente 5,2%¹.


Evidências internacionais indicam que o rastreamento da doença com tomografia computadorizada de baixa dose (TCBD), quando direcionado a populações de alto risco, pode reduzir significativamente a proporção de diagnósticos em estágios avançados — de cerca de 90% para 30% dos casos. No Brasil, a estratégia ainda não integra diretrizes nacionais de rastreamento, o que reforça a importância de iniciativas que produzam evidências científicas para orientar futuras recomendações em saúde pública.


“A importância de discutir o rastreamento do câncer de pulmão não se deve apenas à sua relevância para o diagnóstico da doença, mas também aos desafios de implementação em um país com características epidemiológicas próprias, como o Brasil, que apresenta alta incidência de tuberculose e de doenças granulomatosas. Por isso, a parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde, o INCA e a AstraZeneca é fundamental para construir caminhos para a implementação efetiva de um modelo de rastreamento”, afirma Roberto Gil, oncologista clínico e diretor-geral do INCA.


O estudo será conduzido pelo INCA, por um período de dois anos, com participação mínima de 397 pacientes, podendo ser expandido. Cerca de 85% dos casos de câncer de pulmão estão associados ao consumo de derivados de tabaco¹. Considerando isso, a seleção dos pacientes será realizada por um processo colaborativo com a Secretaria Municipal do Rio de Janeiro, pelo seu Programa de Cessação de Tabagismo, o qual tem em torno de 50 mil participantes. Por meio do rastreamento de câncer de pulmão, utilizando TCBD, reduz-se a mortalidade do câncer de pulmão em 20%, e, quando combinado com a cessação do tabagismo, essa redução chega a 38%, segundo o Jornal Brasileiro de Pneumologia².


"A Secretaria Municipal de Saúde colabora com esse estudo com a certeza de que trará informações epidemiológicas importantes para o cuidado da população e para o Programa Nacional de Controle do Tabagismo, que é uma política pública séria para prevenir doenças associadas ao fumo, como o câncer de pulmão. O controle do tabagismo protege a saúde, reduz gastos do SUS e ajuda a formar uma sociedade consciente e comprometida com a qualidade de vida e o bem-estar coletivo", diz o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Prado.


O critério de elegibilidade de pacientes para participação no estudo será de acordo com o Consenso Médico da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica, Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia e Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem, o qual recomenda que o rastreamento do câncer de pulmão TCBD seja realizado em pessoas entre 50 e 80 anos, fumantes ou ex-fumantes (que tenham parado de fumar nos últimos 15 anos), e com carga tabágica de 20 anos/maço ou mais (ou seja, consumo de 20 cigarros por dia, todos os dias, ao longo de 20 anos)³.


Em caso de diagnóstico positivo para câncer de pulmão, pacientes serão acompanhados e tratados pelo Hospital do Câncer I (HC I), uma das unidades do INCA, que é centro de referência para o tratamento do câncer no Rio de Janeiro e faz parte da rede de alta complexidade do Sistema Único de Saúde (SUS), com protocolos definidos pela classificação Lung-RADS.


Transformar o cenário do câncer de pulmão no Brasil também é a grande ambição da biofarmacêutica AstraZeneca. “Para além de liderar inovações científicas no desenvolvimento de medicamentos que podem prolongar a vida dos pacientes, com qualidade, também temos o compromisso de promover iniciativas em prol da sustentabilidade e resiliência do sistema público de saúde no Brasil. Temos a convicção de que investir em iniciativas de prevenção e detecção precoce são estratégias eficientes para melhorar a qualidade da saúde, reduzir custos e a taxa de mortalidade do câncer que mais mata no País”, evidencia Danilo Lopes, Diretor Médico da AstraZeneca.


Sobre o INCA


O Instituto Nacional de Câncer (INCA) é um órgão auxiliar do Ministério da Saúde responsável por apoiar a formulação e a implementação de políticas públicas para a prevenção e o controle do câncer no Brasil. Com sede no Rio de Janeiro, o Instituto atua em três frentes integradas: assistência hospitalar especializada em oncologia, formação de profissionais de saúde por meio de programas de residência e aperfeiçoamento, e pesquisa científica. Como centro de referência nacional, o INCA também produz e dissemina informações epidemiológicas, desenvolve estudos em parceria com instituições no Brasil e no exterior e contribui para o fortalecimento das estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS).


Sobre a AstraZeneca


A AstraZeneca é uma empresa biofarmacêutica global, orientada pela ciência, que está focada na descoberta, desenvolvimento e comercialização de medicamentos de prescrição médica em Oncologia, Doenças Raras e Biofarmacêuticos, incluindo Medicina Cardiovascular, Renal e Metabólica, Respiratória e Imunologia. Com sede em Cambridge, Reino Unido, a AstraZeneca opera em mais de 100 países e seus medicamentos inovadores são usados por milhões de pacientes em todo o mundo.


Para mais informações, visite: www.astrazeneca.com.br e siga a empresa no Instagram @astrazenecabr.

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